Igreja Perseguida, Igreja Vitoriosa

terça-feira, 19 de julho de 2011




              Perseguição. Tribulação. Doença, dor, luto, tortura, opressão, exclusão, insulto, ódio. Quando pensamos em “Igreja Perseguida” logo nos vem à mente essas palavras. Nos vem à mente as imagens das viúvas e órfãos daqueles que pregaram o Evangelho em países hostis, os jovens que são pressionados por suas famílias, as quais não aceitam sua conversão ao cristianismo e reagem de maneira agressiva, tanto verbal como fisicamente.

                Lembramos das lágrimas, das proibições, da falta de Bíblias, de tantas e tantas histórias como a de Elisa Das – filha de um pastor em Bangladesh, foi seqüestrada e estuprada por radicais muçulmanos várias vezes –, Noviana Malewa – atacada, na Indonésia, por radicais armados com facões e machadinhas, viu suas amigas serem mortas e só ela sobreviveu – ou Isaque – ex-soldado na Eritréia, foi preso em um container de metal ao tornar-se cristão – e choramos ao ouvir relatos de tantos outros que, como eles, sofrem perseguição brutal, física, emocional e psicológica por conta de sua fé.

                Mas o que nos vem ao coração quando pensamos em “Igreja Perseguida”? Milhares de pessoas sofredoras, presas em containers fedidos sem qualquer higiene, amarrados d ecabeça pra baixo em “paus-de-arara”, encarcerados em celas que são chamadas de gaiolas? O que vemos neles? O que sentimos? Pena? PENA? Eles não precisam de nossa pena. Eles não nos pedem nada além de oração, mas, se pedissem algo além, jamais seria pena. Sabe o que é pior do que sentir pena deles? É não perceber que, ao fazer isso, estamos sentindo pena da Igreja de Cristo! Como se ela fosse digna de pena, como se ela estivesse fada ao fracasso! NÃO! Eles são, assim como nós, parte da Igreja Invisível. Esta, que tem se espalhado ao redor do mundo pelos séculos, um exército que JAMAIS pode ser vencido.

                Tenho orado a Deus e pedido a Ele para livrar-me de sentir pena dos meus irmãos. Tenho orado para que aqueles que me ouvirem falar deles não sintam isso, e que minhas palavras não os façam sentir isso. Eu não acredito num Cristo vencido, assim como não creio numa Igreja fracassada. Devemos ser movidos, sim, por uma profunda compaixão por esses irmãos, mas ela é movida pelo Amor (sim, com A maiúsculo) e pela consciência de que SOMOS UMA FAMÍLIA. Sua família precisa de sua pena? NÃO, eles precisam de VOCÊ. É bem diferente.

                Portanto, que nunca esqueçamos dessa maravilhosa verdade. Sim, milhões são perseguidos, muitos tem morrido por Cristo, mas, não vamos colocar nosso foco nos mártires apenas. “Por trás de uma história de martírio, existem milhares de histórias de resistência”, disse um irmão chinês. RESISTÊNCIA. PERSEVERANÇA. Se perseveramos, perseveramos em Cristo e, se estamos em Cristo, quem poderia nos vencer? Por trás de muitas mortes, existem milhares de vidas que são alcançadas para Cristo nesses países, verdadeiros milagres atuais que nosso Deus tem realizado em nosso meio. Sendo assim, vamos perseverar em oração por nossa família, sem nunca esquecer que ela os fortalece para a batalha, mas essa batalha, por mais sangrenta e dura que pareça, já está ganha. Eles não são o que o mundo diz que são, nem o que nós dizemos que são. Eles são o que Deus diz que são: filhos de um Rei. O mesmo Rei a quem servimos. Quem permanece nEle, JAMAIS – Ele disse – JAMAIS será derrubado.
Crendo no Eterno

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