Ao pensarmos o processo de modernização de Aracaju, precisamos considerar o cenário nacional e a tendência à industrialização que emergia. Confrontando o texto do Prof. Arnaldo Pinto Júnior, "As potencialidades da história local para a produção de conhecimento em sala de aula: o enfoque no município de Sorocaba", e as informações que temos sobre a modernização de Aracaju nas primeiras décadas do século XX, encontramos semelhanças entre as duas cidades.
Primeiramente, o texto do Prof. Arnaldo Pinto Júnior enfatiza a história local, denuncia o distanciamento da história local dos alunos e possui influência do ideal liberal do "progresso" por meio da indústria. O autor procura resgatar o passado de Sorocaba, defendendo o interesse pelo estudo da história da cidade, relembrando que ela não deve ser vista com desprezo e que seu passado não pode se limitar às grandes figuras. Ele retoma a chegada do ideal modernizador em Sorocaba e demonstra como a cidade cresceu e se destacou graças a esse ideal. O autor ressalta, porém, que o modelo de construção da cidade foi elitista, ou seja, excludente. Uma cidade da elite para a elite.
Os mesmos pontos principais podemos aplicar a Aracaju do início do século XX. Entre 1855 e 1905, Aracaju encontrava-se sem recursos financeiros e era flagelada por epidemias. A crise do açúcar e a abolição frustram os planos da elite. Mas a partir dos anos 1910, Aracaju é contaminada pela "onda progressista" e "futurista". O passado serve para resgatar as glórias da cidade e sua história limita-se aos grandes homens. O modelo de cidade moderna pede um modelo de cidadão moderno também, aquele que será o "trabalhador nacional", tendo no ideal do trabalho sua principal marca. O Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe surge para elevar a figura dos grandes homens e erigir um passado do qual as elites se orgulhariam, compensando o complexo de inferioridade por causa da dependência de Sergipe à Bahia. Assim, a chamada identidade sergipana é construída para ser branca e masculina. A modernização traz as fábricas, as comarcas, as cadeias, as usinas e também o operário explorado - especialmente as mulheres, que sofriam os piores abusos - e do operário ativo politicamente que denunciava os desmandos dos patrões através de jornais e folhetins.
Percebemos, nos dois casos, a tentativa de implantação da cultura européia através do modelo de construção de cidade moderna segundo os padrões europeus. Aracaju e Sorocaba são exemplos de cidade cuja história foi, por muito tempo, contada por aqueles que erigiram uma identidade falsa para a população dessas regiões. Agora, a busca por uma história e pelas identidades dessas regiões passa por aqueles que foram marginalizados nesse processo e que, juntos, salvarguardam uma outra história, ainda a ser contada.
Modernização em foco: semelhanças entre Sorocaba e Aracaju
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Cah Accioly
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20:44
terça-feira, 29 de maio de 2012
O evento acima citado ocorreu entre os dias 21 e 23 de maio de 2012, na Universidade Federal de Sergipe. A proposta era refletir sobre a produção de alimentos e de outras manifestações culturais tradicionais. A abertura do evento foi feita pela coordenadora do GRUPAM - grupo de pesquisa que organizou o evento - Prof Sonia Mendonça.
A conferência de abertura (21/05) contou com a contribuição da Profª Ellen Woortmann, que propôs, em sua fala, o pensar a pesquisa em relação aos alimentos e as festas. Dito isto, ela elencou pontos e elementos a serem considerados no trabalho do pesquisador, como o medir das dificuldades da pesquisa e a busca pela mistura equilibrada do rigor (método) e diversidade das fontes. A professora usou como exemplo sua pesquisa feita no sertão, onde presenciou a diversidade de tradições e a quantidade das tradições camponesas ainda remanescentes. Ela ressaltou que alguns alimentos que concebemos como "natos" da nossa cultura são, na verdade, resultado da dinâmica dos produtos que vai introduzindo alimentos no cotidiano. Enfatizando este ponto, a professora afirmou a necessidade de desnaturalização do objeto de pesquisa. Uma forma de fazer isso é diversificar os elementos de memória, unindo relatos de homens, mulheres, idosos, jovens. Sobre as festas, a professora diz que foram deixadas de lado devido à seca e a desânimo que ela traz aos sertanejos. Mas buscou apresentar a seca como um fenômeno próprio da dinâmica do espaço do sertão. Ela ressaltou a necessidade de base histórica para esta pesquisa e deu exemplos de festas estudadas por ela como a Festa do Divino Espírito Santo (Goiás Velho) e a Festa do Reisado em Sergipe. A professora explicou que o pesquisador precisa dar atenção não só aquilo que é mostrado/dito, mas principalmente àquilo que se faz. Isso porque a dinâmica da produção promove funções e papéis diferentes entre o que se diz/mostra e o que se faz.
Na Mesa Redonda (22/05), a Profª Luzeineide Dourado foi a primeira a falar. Seu objetivo foi tentar compreender os processos contemporâneos de resignificação dos territórios - com ênfase no semi-árido - relacionando-s com a produção dos alimentos identitários. Para isso, apresenta o "território" como uma categoria interdisciplinar, um espaço dotado de significado e simbologia, ou seja, o lugar onde se faz cultura. A professora explicou que os impactos materiais e imateriais da globalização tem promovido mudanças no espaço do semi-árido: busca pela eficácia das ações, competição territorial, reivindicação e revalorização do território, fortalecimento do sentimento de pertencimento, trama territorial de desenvolvimento (redes, consórcios, etc) são elementos agora presentes nesta região. Mas, segundo a professora, o semi-árido precisa ser repensado como um espaço representativo da região. O choque entre a cultura sertaneja e os conflitos territoriais contribuiram para o enraizamento do sentimento de pertencimento, resultando numa valorização socioambiental. Os produtos identitários, por sua vez, resignificam a produção de alimentos provinda da agricultura familiar, rompe com paradigmas sociais e aumenta a renda familiar.
Na ultima Mesa Redonda (23/05), a Profª Maria Augusta, explanou sobre as políticas públicas e as manifestações culturais, pautada em três palavras-chave: reconhecer, preservar e proteger. A difícil interpenetração das políticas, a descontinuidade temporal e a dinâmica das produções culturais põe em discussão as competências - Estado e Sociedade, politicas públicas e cidadão. Os avanços do IPHAN resultam da mudança da ideia de preservação para o passado para a ideia de preservação para o futuro. A professora denunciou ainda o descaso das mídias para com as festas religiosas. A segunda fala foi a da Profª Claudia Marina Vasquez, que concentrou sua explanação no IPHAN e seu funcionamento. Dessa forma, os alunos participantes tiveram contato com o modo de trabalho e atuação do órgão, bem como com os planos de salvaguarda e a noção de patrimônio, e ainda com os instrumentos de preservação do patrimônio cultural e as linhas de ação do IPHAN.
Em seguida, as professoras Cênia Sales e Rosangela Pezza aprresentaram o Slow Food, que é uma associação internacional sem fins lucrativos que visa proteger as formas tradicionais de produção de alimentos. O alimento "ideal" para o SF pauta-se nas caracerísticas: "bom" (qualidade alta), "limpo" (produzido respeitando a natureza e a saúde) e "justo" (produzido de maneira sustentável). O consumidor é incentivado a se enxergar e a agir como um co-produtor daquele alimento. O SF trabalha ainda com educação alimentar e defende a proteção à biodiversidade.
A conferência de abertura (21/05) contou com a contribuição da Profª Ellen Woortmann, que propôs, em sua fala, o pensar a pesquisa em relação aos alimentos e as festas. Dito isto, ela elencou pontos e elementos a serem considerados no trabalho do pesquisador, como o medir das dificuldades da pesquisa e a busca pela mistura equilibrada do rigor (método) e diversidade das fontes. A professora usou como exemplo sua pesquisa feita no sertão, onde presenciou a diversidade de tradições e a quantidade das tradições camponesas ainda remanescentes. Ela ressaltou que alguns alimentos que concebemos como "natos" da nossa cultura são, na verdade, resultado da dinâmica dos produtos que vai introduzindo alimentos no cotidiano. Enfatizando este ponto, a professora afirmou a necessidade de desnaturalização do objeto de pesquisa. Uma forma de fazer isso é diversificar os elementos de memória, unindo relatos de homens, mulheres, idosos, jovens. Sobre as festas, a professora diz que foram deixadas de lado devido à seca e a desânimo que ela traz aos sertanejos. Mas buscou apresentar a seca como um fenômeno próprio da dinâmica do espaço do sertão. Ela ressaltou a necessidade de base histórica para esta pesquisa e deu exemplos de festas estudadas por ela como a Festa do Divino Espírito Santo (Goiás Velho) e a Festa do Reisado em Sergipe. A professora explicou que o pesquisador precisa dar atenção não só aquilo que é mostrado/dito, mas principalmente àquilo que se faz. Isso porque a dinâmica da produção promove funções e papéis diferentes entre o que se diz/mostra e o que se faz.
Na Mesa Redonda (22/05), a Profª Luzeineide Dourado foi a primeira a falar. Seu objetivo foi tentar compreender os processos contemporâneos de resignificação dos territórios - com ênfase no semi-árido - relacionando-s com a produção dos alimentos identitários. Para isso, apresenta o "território" como uma categoria interdisciplinar, um espaço dotado de significado e simbologia, ou seja, o lugar onde se faz cultura. A professora explicou que os impactos materiais e imateriais da globalização tem promovido mudanças no espaço do semi-árido: busca pela eficácia das ações, competição territorial, reivindicação e revalorização do território, fortalecimento do sentimento de pertencimento, trama territorial de desenvolvimento (redes, consórcios, etc) são elementos agora presentes nesta região. Mas, segundo a professora, o semi-árido precisa ser repensado como um espaço representativo da região. O choque entre a cultura sertaneja e os conflitos territoriais contribuiram para o enraizamento do sentimento de pertencimento, resultando numa valorização socioambiental. Os produtos identitários, por sua vez, resignificam a produção de alimentos provinda da agricultura familiar, rompe com paradigmas sociais e aumenta a renda familiar.
Na ultima Mesa Redonda (23/05), a Profª Maria Augusta, explanou sobre as políticas públicas e as manifestações culturais, pautada em três palavras-chave: reconhecer, preservar e proteger. A difícil interpenetração das políticas, a descontinuidade temporal e a dinâmica das produções culturais põe em discussão as competências - Estado e Sociedade, politicas públicas e cidadão. Os avanços do IPHAN resultam da mudança da ideia de preservação para o passado para a ideia de preservação para o futuro. A professora denunciou ainda o descaso das mídias para com as festas religiosas. A segunda fala foi a da Profª Claudia Marina Vasquez, que concentrou sua explanação no IPHAN e seu funcionamento. Dessa forma, os alunos participantes tiveram contato com o modo de trabalho e atuação do órgão, bem como com os planos de salvaguarda e a noção de patrimônio, e ainda com os instrumentos de preservação do patrimônio cultural e as linhas de ação do IPHAN.
Em seguida, as professoras Cênia Sales e Rosangela Pezza aprresentaram o Slow Food, que é uma associação internacional sem fins lucrativos que visa proteger as formas tradicionais de produção de alimentos. O alimento "ideal" para o SF pauta-se nas caracerísticas: "bom" (qualidade alta), "limpo" (produzido respeitando a natureza e a saúde) e "justo" (produzido de maneira sustentável). O consumidor é incentivado a se enxergar e a agir como um co-produtor daquele alimento. O SF trabalha ainda com educação alimentar e defende a proteção à biodiversidade.
Relatório do Seminário: "Índios em Sergipe e os Xokó (hoje)"
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Cah Accioly
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19:54
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Nos dias 19 e 20 de abril de 2012, ocorreu, na Universidade Federal de Sergipe, o Seminário Índios em Sergipe e os Xokó (hoje)". Sob a coordenação do Prof. Dr. Antonio Lindvaldo e organizado por alunos do curso de História Licenciatura da UFS, o evento trouxe, nos dois dias de palestras, profissionais e pesquisadores do tema, bem como promoveu um encontro entre os alunos participantes e o ex-cacique Apolônio Xokó, experiencia essa que foi bastante enriquecedora.
A primeira palestra foi feita pela Profª Beatriz Góes Dantas, a qual participou ativamente da luta do povo Xokó, reunindo a documentação necessária para provar que os índios tinham direito à terra. A professora é referência no assunto não só por sua atuação junto aos Xokó, mas também pelos anos de pesquisa que realizou sobre os índios em Sergipe. Em sua fala, ela chamou atenção para a percepção européia sobre os índios, que desconsiderava a diversidade linguística e cultural daqueles povos, dividindo-os em dois grupos: os "tapuia" (termo tupi para "inimigo") e os Tupi. Ela também falou de aspectos sociais indígenas como a guerra, que tinha a função de funcionar como passagem de um jovem índio para a classe de "homem". A professora nos relembrou do choque cultural que se deu entre indígenas e europeus, entre uma sociedade para a subsistência e uma sociedade baseada na acumulação de riquezas. A busca pela riqueza levou os europeus a adentrar no território e, à medida que iam ocupando terras, levavam a cruz. Concomitante ao avanço territorial foi a expansão da fé católica. Os índios, por sua vez, eram vistos de várias formas: como mão-de-obra, como almas a serem conquistadas para Deus, como infiéis que precisavam ser catequisados (guerras justas). As primeiras tentativas de catequese ocorrem em 1575, e fracassam por conta da ação da família Brito, detentora de poder devido à atividade pecuária. Com a conquista de Sergipe em 1590 por Cristóvão de Barros, missões começam a ser enviadas para cá, a fim de reorganizar os índios. Fossem ambulantes ou em forma de aldeamento, as missões funcionaram como um meio de "domesticar" os índios "selvagens", mas também de reservar terras e mão-de-obra. A Profª Beatriz chamou atenção para a produção escrita dos missionários - gramáticas e catecismos - que funcionaram como instrumentos de catequese e hoje são, para os historiadores, importantes fontes históricas para entendermos a missão como um espaço de contradições e choques de vozes em conflito. Na metade do século XIX, os registros sobre os índios em Sergipe desaparecem. Buscando responder a essa questão, a professora debruçou-se, juntamente com um grupo de pesquisa, sobre os documentos históricos, e notou que em 1850 foi assinada uma lei que mudaria a vida dos índios de Sergipe: a Lei de Terras. Nesse momento, o governo provincial declarou que os índios não mais existiam em Sergipe e que aqueles que se declaravam índios eram na verdade caboclos, mestiços. Assim, eles não teriam direito à terra. Assim, mais uma vez pudemos notar o choque de vozes e interesses, pois versões diferentes tentam contar uma mesma história. Foi a partir dessa investigação que a professora envolveu-se diretamente com a luta do povo Xokó.
A primeira palestra foi feita pela Profª Beatriz Góes Dantas, a qual participou ativamente da luta do povo Xokó, reunindo a documentação necessária para provar que os índios tinham direito à terra. A professora é referência no assunto não só por sua atuação junto aos Xokó, mas também pelos anos de pesquisa que realizou sobre os índios em Sergipe. Em sua fala, ela chamou atenção para a percepção européia sobre os índios, que desconsiderava a diversidade linguística e cultural daqueles povos, dividindo-os em dois grupos: os "tapuia" (termo tupi para "inimigo") e os Tupi. Ela também falou de aspectos sociais indígenas como a guerra, que tinha a função de funcionar como passagem de um jovem índio para a classe de "homem". A professora nos relembrou do choque cultural que se deu entre indígenas e europeus, entre uma sociedade para a subsistência e uma sociedade baseada na acumulação de riquezas. A busca pela riqueza levou os europeus a adentrar no território e, à medida que iam ocupando terras, levavam a cruz. Concomitante ao avanço territorial foi a expansão da fé católica. Os índios, por sua vez, eram vistos de várias formas: como mão-de-obra, como almas a serem conquistadas para Deus, como infiéis que precisavam ser catequisados (guerras justas). As primeiras tentativas de catequese ocorrem em 1575, e fracassam por conta da ação da família Brito, detentora de poder devido à atividade pecuária. Com a conquista de Sergipe em 1590 por Cristóvão de Barros, missões começam a ser enviadas para cá, a fim de reorganizar os índios. Fossem ambulantes ou em forma de aldeamento, as missões funcionaram como um meio de "domesticar" os índios "selvagens", mas também de reservar terras e mão-de-obra. A Profª Beatriz chamou atenção para a produção escrita dos missionários - gramáticas e catecismos - que funcionaram como instrumentos de catequese e hoje são, para os historiadores, importantes fontes históricas para entendermos a missão como um espaço de contradições e choques de vozes em conflito. Na metade do século XIX, os registros sobre os índios em Sergipe desaparecem. Buscando responder a essa questão, a professora debruçou-se, juntamente com um grupo de pesquisa, sobre os documentos históricos, e notou que em 1850 foi assinada uma lei que mudaria a vida dos índios de Sergipe: a Lei de Terras. Nesse momento, o governo provincial declarou que os índios não mais existiam em Sergipe e que aqueles que se declaravam índios eram na verdade caboclos, mestiços. Assim, eles não teriam direito à terra. Assim, mais uma vez pudemos notar o choque de vozes e interesses, pois versões diferentes tentam contar uma mesma história. Foi a partir dessa investigação que a professora envolveu-se diretamente com a luta do povo Xokó.
A segunda palestra foi ministrada pelo Prof. Dr. Pedro Abelardo. O foco do professor foi a catequese e a civilização dos índios no Império. No período imperial pós-independência, discutia-se sobre "o problema indígena". O professor explicou o projeto civilizador de Bonifácio para os índios, que seria empreendido por meio da retomada da catequese. Dessa forma, catequistas capuchinhos chegam a Sergipe como funcionários do Estado - ou seja, agora, as missões são regulamentadas - cujo objetivo é civilizar os índios. O professor apresentou-nos uma diferenciação importante entre a catequese colonial e a catequese do século XIX, no período imperial pós-independência. A catequese colonial visava tornar os índios bons cristãos, promovia a expansão da cristandade e tinha como instituição de fomento a Igreja. Já a catequese colonial visava tornar os índios cidadãos do império, promovia a expansão do império e tinha no próprio estado imperial sua instituição de fomento.
Seria ingenuidade pensar que os indígenas assistiram a esse processo sem oferecer resistência. Tocando neste ponto tão importante e ainda tão pouco discutido, o Prof. Whitney Fernandes explanou sobre a reação indígena em Pacatuba diante da usurpação de suas terras, demonstrando mais uma vez que os índios não permaneceram passivos frente Às injustiças sofridas por eles. Não esquecendo que ainda existem índios e ainda existem causas de luta, o Prof. Avelar Araujo falou sobre o movimento indígena e a atualização das suas pautas de luta. Hoje, os índios possuem mais participação política, embora ainda sejam cerceados em algumas ocasiões e locais. Existem cerca de 225 povos, mais de 180 línguas. 688 terras indígenas ainda estão em processo de reconhecimento. Apesar de 85% do território indígena ter sido demarcado, ainda existem 12 etnias que aguardam pela demarcação de suas terras. Baseado nestes dados, o Prof. Avelar demonstrou que a principal pauta de luta dos índios ainda é o direito à terra, pois dela retiram todo o seu sustento e é lá que podem viver e praticar sua cultura livremente.
Por último, mas com certeza não menos importância, os alunos puderam ter a oportunidade de conversar com o ex-cacique Apolônio Xokó. Ele falou sobre a luta do povo Xokó, oferecendo um relato detalhado, numa linguagem simples e objetiva, emocionada e firme. Ao mesmo tempo, Apolônio trouxe reflexões importantes, como as rivalidades e intrigas existentes entre movimentos sociais como o movimento indígena e o movimento negro. Ele nos mostrou como existe preconceito e discriminação mesmo entre as chamadas "minorias sociais". Apolônio, com sua simplicidade, conseguiu contagiar os alunos que assistiam o Seminário no auditório de Geografia da UFS. Ele contou uma história real e regada a lua e sangue, de maneira tranquila e, em certos momentos, engraçada. Por sua simpatia e vivência, sua presença e sua fala tornou-se o ápice do Seminário, pois permitiu aos alunos não só ouvirem a história, mas conhecerem-na. Ela estava ali, em pé, diante deles. É de carne e osso, sorri, conta sua história e ainda usa o imponente cocar de quem tem a autoridade de guardar a memória da luta de um povo em si mesmo.
Carolline Acioli
Em 2012:
- não esquecerei para Quem e por Quem vivo;
- não prometerei aquilo que eu não puder cumprir, nem pedirei mais do que eu puder dar;
- não esperarei por coisas que não foram prometidas a mim;
- não amarei esperando o mesmo amor em troca. Simplesmente amarei.
- não me deixarei levar por futilidades;
- não abandonarei um amigo, mesmo que esteja chateada ou magoada;
- não serei frágil ao ponto de deixar que alguém pense que pode me quebrar;
- não permitirei que nada ou ninguém tire de mim a minha voz;
- não desistirei das pessoas com as quais me propus caminhar, ainda que desistam delas mesmas;
- não me afastarei perpetuamente. Se eu precisar sumir por um tempo, pode crer que volto depois, mais forte;
- não esperarei provas de amor. Se é amor, não precisa ser provado;
- não tentarei prever ninguém, quero ser surpreendida;
- não terei medo da noite escura, porque o sol sempre brilha, mais cedo ou mais tarde;
- não esquecerei que há tempo para tudo na face da terra;
- não me deixarei levar pelas mágoas passadas;
- não me esquecerei de tudo o que eu abri mão para que pudesse chegar aonde estou hoje;
- não me esquecerei de onde já estive, para onde eu jamais quero voltar;
- não enterrarei os dons que Deus me deu, mas os usarei para Sua glória;
- não me envolverei em discussões sem futuro;
- não serei "mais uma", em nenhuma hipótese, em nenhuma situação, em nenhum tipo de relacionamento;
- não abrirei mão da minha fé por nada, nem por ninguém;
- não darei um passo sequer, antes de ouvir o "sim" que vem do Alto;
- não serei como o "címbalo que retine";
- não serei sal insípido, nem luz escondida debaixo da mesa;
- não esquecerei dos meus irmãos perseguidos;
- não hesitarei em pedir perdão ao perceber meu erro;
- não resistirei em perdoar;
E vc? O que 'não' vai rolar em 2012? ;)
- não esquecerei para Quem e por Quem vivo;
- não prometerei aquilo que eu não puder cumprir, nem pedirei mais do que eu puder dar;
- não esperarei por coisas que não foram prometidas a mim;- não amarei esperando o mesmo amor em troca. Simplesmente amarei.
- não me deixarei levar por futilidades;
- não abandonarei um amigo, mesmo que esteja chateada ou magoada;
- não serei frágil ao ponto de deixar que alguém pense que pode me quebrar;
- não permitirei que nada ou ninguém tire de mim a minha voz;
- não desistirei das pessoas com as quais me propus caminhar, ainda que desistam delas mesmas;
- não me afastarei perpetuamente. Se eu precisar sumir por um tempo, pode crer que volto depois, mais forte;
- não esperarei provas de amor. Se é amor, não precisa ser provado;
- não tentarei prever ninguém, quero ser surpreendida;
- não terei medo da noite escura, porque o sol sempre brilha, mais cedo ou mais tarde;
- não esquecerei que há tempo para tudo na face da terra;
- não me deixarei levar pelas mágoas passadas;
- não me esquecerei de tudo o que eu abri mão para que pudesse chegar aonde estou hoje;
- não me esquecerei de onde já estive, para onde eu jamais quero voltar;
- não enterrarei os dons que Deus me deu, mas os usarei para Sua glória;
- não me envolverei em discussões sem futuro;
- não serei "mais uma", em nenhuma hipótese, em nenhuma situação, em nenhum tipo de relacionamento;
- não abrirei mão da minha fé por nada, nem por ninguém;
- não darei um passo sequer, antes de ouvir o "sim" que vem do Alto;
- não serei como o "címbalo que retine";
- não serei sal insípido, nem luz escondida debaixo da mesa;
- não esquecerei dos meus irmãos perseguidos;
- não hesitarei em pedir perdão ao perceber meu erro;
- não resistirei em perdoar;
E vc? O que 'não' vai rolar em 2012? ;)
(8) A Bíblia debaixo do braço precede o aviso: chegou o "irmão"
Mas um camarada esclarece: no domingo ele é crente, na semana é "mundão" Ê, é tanto crente que canta, que chora e diz: Eu sou de Jesus, mas quero viver pra me fazer feliz
É crente "santo" que abomina pecado e também pecador
e esquece que Deus não suporta pecado, de fato, mas Ele é amor...
Tanta gente brincando de ser crente...Brincando de louvar. Fecha os olhos e finge que aquelas palavras que estão sendo cantadas realmente fazem diferença, quando são vazias. Levanta a mãozinha e tá "na unção", mas só reproduz um comportamento que já ficou estereotipado.Vai "ministrar" no "ministério de louvor" e depois fica lá, fora da igreja, não acompanha o culto, só quer fazer seu show particular e ser elogiado. Ou pior, não se une à igreja, como se fosse mais santo. No domingo, é só unção!Que benção hein?!Ta brincando de ser crente, ta brincando de ser cristão, brincando de ser SEGUIDOR DE CRISTO. Ta querendo só benção, mas trabalhar pro Reino e viver pelo Rei que é bom... Ta brincando com Deus.
Brincar com Deus? Há! A galera não sabe no que ta se metendo mesmo, né? ISSO é ser sem noção (y) Vc tiraria uma ondinha com um juiz no tribunal dele? Vc zuaria a cara do presidente no gabinete dele? Então por que tirar uma com o Juiz, o Rei dos Reis, NO MUNDO DELE? Tsc, tsc... sem noção ¬¬
Hebreus 10:31
Mas um camarada esclarece: no domingo ele é crente, na semana é "mundão" Ê, é tanto crente que canta, que chora e diz: Eu sou de Jesus, mas quero viver pra me fazer feliz
É crente "santo" que abomina pecado e também pecador
e esquece que Deus não suporta pecado, de fato, mas Ele é amor...
Tanta gente brincando de ser crente...Brincando de louvar. Fecha os olhos e finge que aquelas palavras que estão sendo cantadas realmente fazem diferença, quando são vazias. Levanta a mãozinha e tá "na unção", mas só reproduz um comportamento que já ficou estereotipado.Vai "ministrar" no "ministério de louvor" e depois fica lá, fora da igreja, não acompanha o culto, só quer fazer seu show particular e ser elogiado. Ou pior, não se une à igreja, como se fosse mais santo. No domingo, é só unção!Que benção hein?!Ta brincando de ser crente, ta brincando de ser cristão, brincando de ser SEGUIDOR DE CRISTO. Ta querendo só benção, mas trabalhar pro Reino e viver pelo Rei que é bom... Ta brincando com Deus.Brincar com Deus? Há! A galera não sabe no que ta se metendo mesmo, né? ISSO é ser sem noção (y) Vc tiraria uma ondinha com um juiz no tribunal dele? Vc zuaria a cara do presidente no gabinete dele? Então por que tirar uma com o Juiz, o Rei dos Reis, NO MUNDO DELE? Tsc, tsc... sem noção ¬¬
Hebreus 10:31
Deus.Abstrato e Concreto.Invisível e Presente.Santo e Emanuel.Juizo e Graça.O TUDO que te faz perceber que sem Ele, NADA mais importa e que, com Ele, NADA mais te falta. Deus.Acredite ou não, siga ou não, aceite ou não, Ele SEMPRE estará acima e SEMPRE será Deus. Ele REINA.
"Quem nunca esteve em Nárnia não compreende como uma coisa pode ser terrível e maravilhosa ao mesmo tempo" (C.S.Lewis)
Pra bom entendedor... ;)
"Quem nunca esteve em Nárnia não compreende como uma coisa pode ser terrível e maravilhosa ao mesmo tempo" (C.S.Lewis)Pra bom entendedor... ;)
Igreja Perseguida, Igreja Vitoriosa
Postado por
Cah Accioly
às
18:35
terça-feira, 19 de julho de 2011
Perseguição. Tribulação. Doença, dor, luto, tortura, opressão, exclusão, insulto, ódio. Quando pensamos em “Igreja Perseguida” logo nos vem à mente essas palavras. Nos vem à mente as imagens das viúvas e órfãos daqueles que pregaram o Evangelho em países hostis, os jovens que são pressionados por suas famílias, as quais não aceitam sua conversão ao cristianismo e reagem de maneira agressiva, tanto verbal como fisicamente.
Lembramos das lágrimas, das proibições, da falta de Bíblias, de tantas e tantas histórias como a de Elisa Das – filha de um pastor em Bangladesh, foi seqüestrada e estuprada por radicais muçulmanos várias vezes –, Noviana Malewa – atacada, na Indonésia, por radicais armados com facões e machadinhas, viu suas amigas serem mortas e só ela sobreviveu – ou Isaque – ex-soldado na Eritréia, foi preso em um container de metal ao tornar-se cristão – e choramos ao ouvir relatos de tantos outros que, como eles, sofrem perseguição brutal, física, emocional e psicológica por conta de sua fé.
Mas o que nos vem ao coração quando pensamos em “Igreja Perseguida”? Milhares de pessoas sofredoras, presas em containers fedidos sem qualquer higiene, amarrados d ecabeça pra baixo em “paus-de-arara”, encarcerados em celas que são chamadas de gaiolas? O que vemos neles? O que sentimos? Pena? PENA? Eles não precisam de nossa pena. Eles não nos pedem nada além de oração, mas, se pedissem algo além, jamais seria pena. Sabe o que é pior do que sentir pena deles? É não perceber que, ao fazer isso, estamos sentindo pena da Igreja de Cristo! Como se ela fosse digna de pena, como se ela estivesse fada ao fracasso! NÃO! Eles são, assim como nós, parte da Igreja Invisível. Esta, que tem se espalhado ao redor do mundo pelos séculos, um exército que JAMAIS pode ser vencido.
Tenho orado a Deus e pedido a Ele para livrar-me de sentir pena dos meus irmãos. Tenho orado para que aqueles que me ouvirem falar deles não sintam isso, e que minhas palavras não os façam sentir isso. Eu não acredito num Cristo vencido, assim como não creio numa Igreja fracassada. Devemos ser movidos, sim, por uma profunda compaixão por esses irmãos, mas ela é movida pelo Amor (sim, com A maiúsculo) e pela consciência de que SOMOS UMA FAMÍLIA. Sua família precisa de sua pena? NÃO, eles precisam de VOCÊ. É bem diferente.
Portanto, que nunca esqueçamos dessa maravilhosa verdade. Sim, milhões são perseguidos, muitos tem morrido por Cristo, mas, não vamos colocar nosso foco nos mártires apenas. “Por trás de uma história de martírio, existem milhares de histórias de resistência”, disse um irmão chinês. RESISTÊNCIA. PERSEVERANÇA. Se perseveramos, perseveramos em Cristo e, se estamos em Cristo, quem poderia nos vencer? Por trás de muitas mortes, existem milhares de vidas que são alcançadas para Cristo nesses países, verdadeiros milagres atuais que nosso Deus tem realizado em nosso meio. Sendo assim, vamos perseverar em oração por nossa família, sem nunca esquecer que ela os fortalece para a batalha, mas essa batalha, por mais sangrenta e dura que pareça, já está ganha. Eles não são o que o mundo diz que são, nem o que nós dizemos que são. Eles são o que Deus diz que são: filhos de um Rei. O mesmo Rei a quem servimos. Quem permanece nEle, JAMAIS – Ele disse – JAMAIS será derrubado.
Crendo no Eterno
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♫ Heey...Pessoinhaaa ^^
- Cah Accioly
- Aracaju, Sergipe, Brazil
- Sou como e quem sou. Nem mais nem menos. Quer me conhecer? Be my guest :D Quer me conquistar? Surpreenda-me ;D
