Brincar com Deus

segunda-feira, 1 de agosto de 2011
(8) A Bíblia debaixo do braço precede o aviso: chegou o "irmão"
Mas um camarada esclarece: no domingo ele é crente, na semana é "mundão"
 Ê, é tanto crente que canta, que chora e diz: Eu sou de Jesus, mas quero viver pra me fazer feliz
É crente "santo" que abomina pecado e também pecador
e esquece que Deus não suporta pecado, de fato, mas Ele é amor...



Tanta gente brincando de ser crente...Brincando de louvar. Fecha os olhos e finge que aquelas palavras que estão sendo cantadas realmente fazem diferença, quando são vazias. Levanta a mãozinha e tá "na unção", mas só reproduz um comportamento que já ficou estereotipado.Vai "ministrar" no "ministério de louvor" e depois fica lá, fora da igreja, não acompanha o culto, só quer fazer seu show particular e ser elogiado. Ou pior, não se une à igreja, como se fosse mais santo. No domingo, é só unção!Que benção hein?!Ta brincando de ser crente, ta brincando de ser cristão, brincando de ser SEGUIDOR DE CRISTO. Ta querendo só benção, mas trabalhar pro Reino e viver pelo Rei que é bom... Ta brincando com Deus.

Brincar com Deus? Há! A galera não sabe no que ta se metendo mesmo, né? ISSO é ser sem noção (y) Vc tiraria uma ondinha com um juiz no tribunal dele? Vc zuaria a cara do presidente no gabinete dele? Então por que tirar uma com o Juiz, o Rei dos Reis, NO MUNDO DELE? Tsc, tsc... sem noção ¬¬

Hebreus 10:31
Deus.Abstrato e Concreto.Invisível e Presente.Santo e Emanuel.Juizo e Graça.O TUDO que te faz perceber que sem Ele, NADA mais importa e que, com Ele, NADA mais te falta. Deus.Acredite ou não, siga ou não, aceite ou não, Ele SEMPRE estará acima e SEMPRE será Deus. Ele REINA.

"Quem nunca esteve em Nárnia não compreende como uma coisa pode ser terrível e maravilhosa ao mesmo tempo" (C.S.Lewis)

Pra bom entendedor... ;)

Igreja Perseguida, Igreja Vitoriosa

terça-feira, 19 de julho de 2011




              Perseguição. Tribulação. Doença, dor, luto, tortura, opressão, exclusão, insulto, ódio. Quando pensamos em “Igreja Perseguida” logo nos vem à mente essas palavras. Nos vem à mente as imagens das viúvas e órfãos daqueles que pregaram o Evangelho em países hostis, os jovens que são pressionados por suas famílias, as quais não aceitam sua conversão ao cristianismo e reagem de maneira agressiva, tanto verbal como fisicamente.

                Lembramos das lágrimas, das proibições, da falta de Bíblias, de tantas e tantas histórias como a de Elisa Das – filha de um pastor em Bangladesh, foi seqüestrada e estuprada por radicais muçulmanos várias vezes –, Noviana Malewa – atacada, na Indonésia, por radicais armados com facões e machadinhas, viu suas amigas serem mortas e só ela sobreviveu – ou Isaque – ex-soldado na Eritréia, foi preso em um container de metal ao tornar-se cristão – e choramos ao ouvir relatos de tantos outros que, como eles, sofrem perseguição brutal, física, emocional e psicológica por conta de sua fé.

                Mas o que nos vem ao coração quando pensamos em “Igreja Perseguida”? Milhares de pessoas sofredoras, presas em containers fedidos sem qualquer higiene, amarrados d ecabeça pra baixo em “paus-de-arara”, encarcerados em celas que são chamadas de gaiolas? O que vemos neles? O que sentimos? Pena? PENA? Eles não precisam de nossa pena. Eles não nos pedem nada além de oração, mas, se pedissem algo além, jamais seria pena. Sabe o que é pior do que sentir pena deles? É não perceber que, ao fazer isso, estamos sentindo pena da Igreja de Cristo! Como se ela fosse digna de pena, como se ela estivesse fada ao fracasso! NÃO! Eles são, assim como nós, parte da Igreja Invisível. Esta, que tem se espalhado ao redor do mundo pelos séculos, um exército que JAMAIS pode ser vencido.

                Tenho orado a Deus e pedido a Ele para livrar-me de sentir pena dos meus irmãos. Tenho orado para que aqueles que me ouvirem falar deles não sintam isso, e que minhas palavras não os façam sentir isso. Eu não acredito num Cristo vencido, assim como não creio numa Igreja fracassada. Devemos ser movidos, sim, por uma profunda compaixão por esses irmãos, mas ela é movida pelo Amor (sim, com A maiúsculo) e pela consciência de que SOMOS UMA FAMÍLIA. Sua família precisa de sua pena? NÃO, eles precisam de VOCÊ. É bem diferente.

                Portanto, que nunca esqueçamos dessa maravilhosa verdade. Sim, milhões são perseguidos, muitos tem morrido por Cristo, mas, não vamos colocar nosso foco nos mártires apenas. “Por trás de uma história de martírio, existem milhares de histórias de resistência”, disse um irmão chinês. RESISTÊNCIA. PERSEVERANÇA. Se perseveramos, perseveramos em Cristo e, se estamos em Cristo, quem poderia nos vencer? Por trás de muitas mortes, existem milhares de vidas que são alcançadas para Cristo nesses países, verdadeiros milagres atuais que nosso Deus tem realizado em nosso meio. Sendo assim, vamos perseverar em oração por nossa família, sem nunca esquecer que ela os fortalece para a batalha, mas essa batalha, por mais sangrenta e dura que pareça, já está ganha. Eles não são o que o mundo diz que são, nem o que nós dizemos que são. Eles são o que Deus diz que são: filhos de um Rei. O mesmo Rei a quem servimos. Quem permanece nEle, JAMAIS – Ele disse – JAMAIS será derrubado.
Crendo no Eterno

Mocinhos e Vilões

quinta-feira, 9 de junho de 2011
Já parou algum dia para olhar pra você mesmo, a fim de responder a pergunta: Eu sou uma pessoa boa? Na verdade, no fundo todos nós nos achamos muito bons, ou pelo menos melhor que "fulano". Sempre temos uma justificativa para nossos erros e mancadas. Quase nunca ouvimos, quietos e contritos, uma bronca ou mesmo uma justa repreensão, para depois respondermos: "Tem razão. Me perdoe, me esforçarei para que isso não aconteça mais."

Separamos o mundo entre pessoas boas e ruins. Os "gente boa" normalmente são pessoas "como nós" e os "gente ruim" são as pessoas com quem jamais andaríamos. Por nos acharmos muito bons, tendemos a julgar as pessoas antes mesmo de conhecê-las e, pior, nosso julgamento é baseado no que nós vemos (ou achamos que vemos). Dessa forma, existem as pessoas de "boa índole" e os "mau-caráter". Damos muito valor, também, ao local onde a pessoa nasceu, se ela veio de um bom "berço" ou se já nasceu "mal encaminhada".

Só que é o seguinte: o que vale pra nós, muitas vezes não vale pra Deus. Pra Deus não existe "gente boa" e "gente ruim". Perante Ele, todo mundo é ruim. Os grupos que existem são "pecadores que se arrependem" e "pecadores que não se arrependem". Ponto. Diante dEle, não tem essa de "boa índole" ou "mau-caráter", porque Ele conhece nosso coração e sabe que, se fosse preciso dar aquele jeitinho brasileiro pra se safar de um encrenca ou para não cumprir com algum compromisso que está atrapalhando outros planos, nós o faríamos. Ele também não vê diferença entre a criança que nasce numa maternidade super equipada da zona nobre e aquela que nasce numa casa do subúrbio, sob os cuidados de uma parteira. Nós é que separamos e estereotipamos tudo e todos, inclusive nós mesmos.

Quando o profeta Samuel foi até a casa de Jessé, a mando de Deus, para ungir aquele que seria o futuro rei de Israel, ele aprendeu essa lição. Samuel olhou para o mais velho e pensou "com certeza esse é o cara!", afinal, ele era forte, alto e formoso. E foi aí que Deus disse a Samuel: "Você vê a aparência, mas eu vejo o coração". E adivinha: faltava um filho, o mais novo, o pastor de ovelhas, o franzino e ruivo menino que passava o dia cuidando do rebanho do pai: Davi. E foi esse rapaz, o menos esperado, que tornou-se o grande rei Davi, chamado de "homem segundo o coração de Deus".

Pois é, pessoal. Sabe qual a minha resposta para aquela pergunta ali de cima? NÃO, eu não sou uma pessoa tão boa assim. Sou cheia e falhas, algumas gritantes, outras disfarçadas, mas ainda assim, falhas. Sou um ser humano cheio de orgulho e amor próprio - tanto amor próprio que sou tentada a afastar-me de Deus todos os dias -, sou uma pessoa que é tentada a julgar as outras pelo que vejo e não pelo que são. Sou sujeita a todas as imperfeições e falhas que são possíveis a um ser humano.

Mas então, o que nos faz diferentes?
Deus. É justamente o discernimento que Ele dá para percebermos quem somos diante de quem Ele é, que nos leva até essa conclusão. Reconhecer essa condição nos leva a perceber o quão vulneráveis somos e pior, o quanto não merecemos o amor de Deus. Ele, que é a essência e a fonte da própria Bondade, ama alguém como eu. Isso é no mínimo irracional. Assim, entendemos que somos dependentes de Sua graça e amor e que, como diz a Palavra, "As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as Suas misericórdias não tem fim". Ao entender tudo isso, somos preenchidos por uma alegria humilde. Não pelo orgulho que diz: "eu não sou como aquele cretino, eu sou uma pessoa boa e eu mereço tudo isso que consegui", nem pelo desespero que diz: "minha vida não vale nada, eu não consigo fazer nada, porque deveria continuar respirando?". Mas pela alegria humilde que vem de Cima, que nos leva a dizer:
"Eu sei que eu não sou bom como penso, do contrário, sou imperfeito e não mereço muita coisa. Tudo o que tenho, porém, foi o Senhor que me deu capacidade para conquistar. Eu não sei por que, nem como Você consegue me amar tanto assim, mas fico feliz em saber que Você me ama. Porque sem Você, realmente... não rola."

Crendo no Eterno,

 Carol Acioli

Post Especial - O Empenho pela Excelência Musical (Heleno Guedes)

quinta-feira, 26 de maio de 2011

O EMPENHO PELA EXCELÊNCIA MUSICAL - Tangei com arte e com júbilo. Salmo 33.3b








O “Clube do Fusca” é um dos grupos de afinidade que existe aqui em Boa Vista-RR. Periodicamente são marcados encontros onde é possível ver o quanto os aficionados investem tempo e dinheiro para que seus fuscas sejam o mais original, ou o mais moderno, ou o mais extravagante. Tudo é válido desde que demonstrem a todos o quanto amam o fusquinha. Mas há outros hobbies capazes de unir pessoas afins: motos antigas, pára-quedismo, trilhas de moto, quadriciclo, aeromodelismo etc. É notório em cada ajuntamento desses o interesse dos participantes em investir tempo e recursos pessoais na busca por aprimorar tanto seu equipamento quanto suas habilidades pessoais.

Se compararmos o empenho de alguns do Ministério de Música de uma igreja com o de alguns participantes desses grupos que mencionei acima, a coisa poderia ficar vergonhosa. Esses grupos “seculares” estão aí para mostrar que há muitos músicos e cantores em nossas igrejas que sequer tem encarado seu ministério como um hobbie. Infelizmente muitos músicos de igreja acostumaram-se na mediocridade das notas naturais e desconhecem o mundo harmônico que clama por ser explorado. Afirmam na prática: “Para Deus isto que sei está bom”. O pior é ouvir de alguém que está sendo cobrada para tocar uma música mais elaborada a desculpa: “Eu não sou músico profissional”. Não se trata de profissionalismo, mas da busca pela excelência naquilo que se faz!

Os cantores também deveriam repensar a maneira como estão usando a habilidade que Deus lhes deu. Há muita técnica vocal que precisa ser estudada e praticada. Infelizmente ainda existem os que acham que podem cantar à frente da congregação apenas porque são afinados. Poucos são os que se preocupam durante a semana em cuidar das cordas vocais como um instrumento dado por Deus para servi-lo no ministério musical da igreja.

A desculpa mais comum para o não aprimoramento musical é a falta de tempo. Mas se alguém reservasse 30 minutos por dia, de segunda a sábado, terá estudado 3 horas na semana! É pouco, mas já é alguma coisa. E se estudasse 1 hora? Nesse caso o número de horas dobraria: 6 horas! “Ah... mas eu não sou profissional!” Lógico que não! Um profissional estudaria pelo menos 6 horas por dia! O tempo é feito por aquilo que priorizamos. Você pode priorizar assistir um programa na TV (diante dela alguns se prostram por horas) ou abrir mão dela e reservar algum tempo (pelo menos 30 minutos) para aperfeiçoar sua habilidade como exercício de piedade ao Senhor.

Uma dica importante para o músico: deixe seu instrumento sempre onde você possa vê-lo. Isto o estimulará a pegá-lo e tocar algo, por exemplo (há músicos que são capazes de deixá-los a semana inteira nas dependências da igreja!). Parece loucura isto que vou dizer, mas é preciso que o músico desenvolva um relacionamento afetivo com o seu instrumento. Quando eu tomo outro violão nas mãos, parece-me que estou diante de um desconhecido: há o tamanho da escala, do bojo etc. Demora um tempo até que eu me apresente a ele e o instrumento esteja confortável comigo. Quem toca um instrumento sabe bem do que estou falando. Quanto aos cantores, seu instrumento faz parte do seu corpo! Cuidem da voz, evitem gelados em excesso e cantem buscando novos timbres e técnicas.

Finalizando, o versículo no topo fala sobre tocar de maneira artística. Que cada um se empenhe por tocar e cantar de maneira artística para o Senhor. Aperfeiçoar sua arte, pois Deus não quer que a música para ele seja executada de qualquer maneira. Informe-se sobre escolas e aulas particulares que possam ajudá-lo. Há sites, comunidades e fóruns virtuais, vídeos no Youtube, apostilas, métodos e um grande leque de informações disponíveis na internet que poderão te ajudar também. Tome seu instrumento (musical ou vocal) e aprimore-o para a glória daquele que te deu esse dom.

Heleno Guedes Montenegro Filho

Por que louvamos?

segunda-feira, 16 de maio de 2011
Hoje eu vou começar jogando o chumbo nas ideias logo. Um feito especialmente para nós, líderes de louvor nas nossas congregações. Estive refletindo sobre isso e a questão chave no que diz respeito a louvor é o seguinte: POR QUE LOUVAMOS?Sério, por que vc tá ali, cantando todo sabado/domingo/quarta/terça ou seilá quais outros dias de culto na sua congregação? Por que vc se levanta e fica diante de toda a comunidade e a conclama pra "louvar ao nosso Deus"? Quais nossas motivações?
Na boa, infelizmente, tem muita gente por aí que fala que é "líder de louvor", "ministro de louvor" ou ainda "levita" como se isso fizesse dele/dela alguém muito especial e mais "santo" que o resto das pessoas. Sabe qual o maior problema dessa galera? É que o talento recebido do Senhor está sendo desenvolvido para sua própria realização, para sua própria glória. Quer dizer, o indivíduo até se esforça, se dedica - por vezes é o mais assíduo nos ensaios - pra fazer muito bonito lá na frente para que, depois, escute os irmãos elogiarem sua linda voz, sua monstruosidade ao teclado, bateria, volão, o que for. É lógico que louvar ao Senhor deve nos dar prazer, mas o prazer e a realização pessoal são consequências da nossa busca pelo melhor, sabendo que este melhor é feito pra Deus.

Outro problema, é que às vezes a gente louva a Deus pelo que ele fez, faz ou pode fazer por nós. Como se fosse uma barganha. Como se Ele sequer precisasse do nosso louvor pra ser Deus! Tipo: no way, pessoal. Isso nos deve  fazer parar e pensar: Eu louvo a Deus simplesmente por quem Ele é, ou seja, simplesente porque Ele é digno do meu louvor? Ou eu to ali só pra ter algo em troca?

E como eu louvo? Como eu me coloco na presença do Rei dos Reis e Senhor dos Senhores? Me comporto como alguém demasiado tímido, que tá ali só porque tem a voz bonita ou porque "toca direitinho" , sem a consciência de que conduzirei a congregação até um estado de espírito que seja o ápice da alegria, da paz, do conforto? Existe louvor antes da pregação porque o louvor prepara a alma para o recebimento da Palavra e nos lembra Quem vai nos falar. E existe louvor depois da pregação porque a música aplica aquilo que ouvimos ao nosso coração. Mas também não podemos cair no oposto. Um líder de louvor que "aparece" mais do que Aquele que esta sendo louvado ta no caminho errado. A gente conduz a igreja, mas não somos o foco. Pode ser, caro colega cantor, que vc simplesmente ARRASE com um microfone na mão... Mas que vc não espere elogio. Que vc ARRASE para que Ele te aprove, o resto não importa. Portanto, nem pouco valor ao dom, nem demasiado.

E, finalmente, e o mais difícil... Estou eu apto para liderar o louvor? Não só musicalmente, pessoal. A qualidade musical é importante, logicamente, mas a pergunta é: Estou eu em comunhão com Ele? Olha a nossa responsa! Elevar o espírito da igreja, conduzí-la em adoração... Então, precisamos estar em comunhão constante com Cristo para que o que cantamos/tocamos seja uma verdade, primeiro, na nossa vida. Infelizmente, existem muitos que se autodenominam "levitas", mas sua vida demonstra ao contrário. É super fácil cantar: "Meu Deus, meu Senhor, minha vida é pra o Teu louvor.", difícil é viver, colega (y)

Com isso, chegamos ao fim da nossa reflexão. Falamos de música, especificamente, e um pouco de como ela leva o Reino de Deus aos homens. Mas louvor não é só música. E, mesmo sendo líderes de louvor, nós não podemos restringir nossa adoração à música. Não sejamos líderes de louvor só na igreja, la na frente. Sejamos adoradores, em espírito e em verdade, como devemos ser. E este é o segredo do verdadeiro louvor e do "servo bom e fiel," que recebeu o talento do seu Senhor e o multiplicou para Sua glória: A nossa vida inteira deve ser LOUVOR.

Que o Senhor nos oriente e nos dê sabedoria. Que possamos ser verdadeiros adoradores. Que possamos erguer nossas vozes, com arte e também com júbilo =D  e que nossas vozes exprimam as verdades tão lindas sobre Aquele que um dia nos chamou para o Reino de Sua maravilhosa luz ;)

Crendo no Eterno.

Quando a tempestade vem...

segunda-feira, 9 de maio de 2011
Acho que todo mundo conhece a passagem bíblica na qual Jesus estava com os discípulos em alto mar, quando uma tempestade começou. Os discípulos ficaram atemorizados, e não era pra menos, já que o mar estava revolto e o barco deveria estar a ponto de virar. E Jesus, onde estava? A Palavra diz que ele estava dormindo. Os discípulos o acordaram desesperados. Imagina ser acordado por um amigo encharcado e desesperado, gritando: O BARCO VAI VIRAR! O BARCO VAI VIRAAAAR! O.O
No entanto, Jesus levantou e ordenou à tempestade que cessasse. E o ventos, as ondas, a tempestade se acalmou. Tudo voltou à calmaria.

O que isso tem a ver com as nossas vidas? Sabe, todo mundo passa por tempestades. Em vários momentos da nossa vida, sentiremos que o barco vai virar. Lógico que sempre tentaremos manter as velas abertas, o mastro inteiro, o barco seco. Mas quando as ondas começam a invadir a embarcação, os ventos começam a soprar tão forte que rasga as velas, quando a tempestade fica realmente ameaçadora... Aí nós gritamos por Jesus. Aí sim, nós pedimos a ajuda dEle. E o pior, nos perguntamos: Como você pode estar dormindo em meio a este caos?

Só que... Ele não está dormindo. Jesus está sempre alerta, sempre presente. Ele é quem acalma as nossas tempestades. Ele é quem nos guarda. " Ele não permitirá que você tropece, o seu protetor se manterá alerta. Sim,o protetor de Israel não dormirá, Ele está sempre alerta!" (Sl. 121: 3 e 4). Se Cristo promete estar sempre presente conosco, o que nos resta? Confiar.

É, eu sei. Eu sei que é mais fácil falar. Temos a tendência natural de querer resolver tudo com nossas mãos, do nosso jeito. Constantemente nos esquecemos de que o Criador dos mares viaja conosco no mesmo barco. Às vezes, nós é que fazemos a tempestade, também. Deixamos a ansiedade e o temor nos vencer de tal forma que o que poderia ser encarado com relativa tranquilidade, torna-se um bicho de sete cabeças. Lancemos nossa ansiedade sobre Ele, sabendo que Ele cuidará de nós.

Não é fácil, não. E as dores vem mesmo. Desafios que parecem nos devorar, obastáculos que nos parecem intransponíveis, situações que fazem a gente se sentir incapaz, impotente, abatido, completamente desanimado. É difícil pensar que vai dar tudo certo no final, quando nem sempre dá. É difícil manter a esperança viva quando estamos enfrentando situações muito complicadas e aparentemente impossíveis de melhorar. É muito difícil manter-se de pé quando tudo nos pressiona para a vala. Mas a esperança, esta só vem quando nos lembramos dos olhos do Leão. A esperança, esta só vem quando nos lembramos que Cristo está bem acordado. Vamos pedir a Ele a sabedoria necessária, a paciência que tanto precisamos. Vamos pedir a Ele a força e o "gás" para que possamos seguir em frente, para que possamos passar por entre a fornalha ou pela tempestade, sabendo que o Rei cuida de nós. Sabendo que somos valiosos aos Seus olhos e que Ele sempre, SEMPRE, cuidará de nós. Depois da tempestade, vem a bonança. Depois da noite assustadora que nos tira o sono e a paz, um novo dia irá raiar. ESPERAR. CONFIAR.

Esperemos e sosseguemos, pois, crendo no Eterno.